Na última quarta-feira (6), a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), deu início à terceira fase da Operação Céu Fechado, que visa desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar drones para o transporte de drogas e celulares para penitenciárias no Rio Grande do Sul.
O foco principal da ação foi enfraquecer financeiramente a estrutura do grupo, que opera especialmente na Serra Gaúcha e na Região Metropolitana de Porto Alegre.
No decorrer da operação, os policiais apreenderam um veículo Jeep Compass e um BYD Dolphin, além de bloquearem bens em imóveis e automóveis. Os valores dos ativos confiscados e indisponibilizados estão estimados em cerca de R$ 1 milhão.
Custos das entregas nas penitenciárias chegavam a R$ 40 mil
As investigações conduzidas pela Draco revelaram que os operadores das aeronaves não tripuladas cobravam em média R$ 40 mil por cada entrega realizada em estabelecimentos prisionais do estado.
Esses drones eram empregados para levar substâncias ilícitas e dispositivos móveis para dentro das prisões, principalmente nas localidades da Serra e na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Além das apreensões patrimoniais, a equipe policial também coletou provas durante o cumprimento das ordens judiciais.
Prisão em flagrante de duas pessoas
Como resultado desta fase da operação, foram detidas duas pessoas em flagrante delito.
Uma mulher, com 29 anos, foi presa sob acusação de tráfico de drogas em São Leopoldo.
Um homem de 56 anos foi capturado por posse irregular de arma de fogo e munição com calibre restrito.
Após as medidas legais necessárias, ambos foram levados ao sistema prisional para as providências cabíveis.
Apoio de outras delegacias na operação
A operação recebeu suporte operacional das seguintes unidades:
- Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM);
- 1º Distrito Policial;
- 2º Distrito Policial;
- 3º Distrito Policial de Caxias do Sul.
As investigações conduzidas pela DRACO continuam ativas com o intuito de identificar outros membros da organização criminosa e expandir o monitoramento dos bens relacionados ao grupo.

