
Ao longo de 40 anos, a Festa Nacional do Chimarrão consolidou a identidade de Venâncio Aires como Capital Nacional do Chimarrão, contribuindo para a divulgação econômica, turística e cultural do município. A primeira Festa ocorreu de 1º a 11 maio de 1986, na gestão de Almedo Dettenborn como prefeito. A Fenachim e a construção do Parque Municipal do Chimarrão estão entre os principais legados do político, que faleceu em janeiro de 2026.
Vice-prefeito na época, o advogado Jáder Ribeiro Rosa teve a incumbência de liderar a 1ª Fenachim. Ao falar sobre a história do evento, que mais tarde recebeu o título de Festa com o Sabor do Rio Grande, ele ressalta a importância de outros dois venâncio-airenses: Darcy Carlos da Silva Puthin e Ari Vieira Marques. “Eles foram os secretários de Turismo que lançaram essa semente. Traziam essa ideia de outras feiras e acreditavam que Venâncio merecia um evento assim.” Em 1985, o prefeito Almedo Dettenborn conheceu a Festa da Cebola, em Ituporanga, Santa Catarina, que também serviu de inspiração.
Aos 78 anos, Rosa lembra com orgulho da organização do evento. A portaria que o nomeou como presidente da comissão de festejos foi registrada em ata no dia 1º de julho de 1985. Paralelamente aos preparativos para o evento, o Parque do Chimarrão começava a ser construído. Ele foi inaugurado oficialmente no primeiro dia do evento. “Nos fins de semana, muitas pessoas iam até o local ver a obra, pois não imaginavam que ficaria pronto. Foi um trabalho intenso da Prefeitura.”
A 1ª Fenachim ocorreu em 11 dias seguidos, culminando no aniversário de 95 anos do Município, em 11 de maio. A primeira edição abriu espaço para marcas da Fenachim que seguem até hoje: a ampla programação esportiva, as visitas das escolas, com direito a ingresso para o parque de diversões, e atrações tradicionalistas. Shows musicais, exposições comerciais e até mesmo Feira do Livro, promovida pela Escola Estadual Monte das Tabocas, integraram a programação do evento, além de desfile de bandeiras e de carros alegóricos, pela rua Osvaldo Aranha, 1º Simpósio da Erva-Mate e quilômetro de arrancada, em frente ao Parque. “Foi uma Festa sensacional. Tudo o que imaginei, presenciei na festa”, define Rosa, que não esconde a satisfação de ter participado ativamente da criação da Fenachim. “É uma Festa que desde o início foi grande, atingindo o objetivo de divulgar Venâncio Aires.”






Um caminhão de erva-mate
Entre os fatos curiosos da 1ª Fenachim está o sorteio de 10 prêmios pela Loteria Federal, entre os quais estavam um caminhão Volkswagen, com carroceria, carregado com 3,5 mil quilos de erva-mate, além de um automóvel Chevette, uma motocicleta Yamaha e um cavalo crioulo encilhado. No entanto, de acordo com registro no jornal Folha do Mate, apenas o segundo prêmio, o Chevette, teve acertador. O ganhador foi Armindo Jantsch, de Linha Ponte Queimada.







