O atual estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é delicado. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de possível origem aspirativa. Os sintomas que levaram Bolsonaro ao hospital incluem febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. O boletim médico foi divulgado nesta sexta-feira (13).
O cardiologista Dr. Brasil Caiado foi o responsável por assinar o comunicado oficial, juntamente com o coordenador da UTI Geral, Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior, e o diretor-geral do hospital, Dr. Allisson B. Barcelos Borges. Os exames realizados confirmaram a infecção pulmonar, o que requer cuidados intensivos. Bolsonaro está recebendo antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.
“O paciente está internado em unidade de terapia intensiva. Ele recebe antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”, diz o comunicado oficial. A broncopneumonia bacteriana bilateral atinge os dois pulmões, exigindo cuidados especiais, sobretudo devido ao histórico de múltiplas cirurgias abdominais e doenças crônicas.
Autorização para visitas
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu autorização para a presença da esposa, filhos e enteada de Bolsonaro no hospital. Michelle Bolsonaro pode acompanhar o ex-presidente durante a internação, enquanto Jair Renan, Flávio, Carlos, Laura e Letícia também estão autorizados a visitá-lo. Além disso, o Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da PM do DF ficará responsável pela vigilância de Bolsonaro, garantindo sua segurança durante o período de internação.
Histórico de problemas de saúde
Bolsonaro enfrenta complicações decorrentes da facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), o que resultou em diversas cirurgias. Além disso, é diagnosticado com múltiplas doenças crônicas, incluindo hipertensão arterial, apneia obstrutiva do sono, obesidade clínica, aterosclerose e doença do refluxo gastroesofágico. O laudo pericial da Polícia Federal alertou para a necessidade de monitoramento constante devido ao risco de descompensação clínica súbita.
Pedido de Regime Domiciliar
A defesa de Bolsonaro deve reforçar os argumentos para uma possível transferência para o regime domiciliar, no entanto, até o momento o ministro Alexandre de Moraes não se pronunciou sobre o assunto. O ex-presidente foi condenado em setembro de 2025 por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, e desde então tem enfrentado desafios legais em relação à sua prisão.

