No próximo sábado (9), a Associação das Soberanas da Festa Nacional do Chimarrão realizará, durante a 18ª edição da Fenachim, a cerimônia de entrega do prêmio ‘Mulheres Soberanas’. Esta honraria tem como objetivo reconhecer figuras que se destacaram nas diversas edições da festa, especialmente na trajetória das soberanas deste importante evento de Venâncio Aires.
As homenageadas desta edição são Cloé Reis de Azambuja (in memoriam) e Beatriz Regina Krug Colombelli. Ambas possuem histórias que se entrelaçam com a própria evolução da Fenachim.
A solenidade está programada para às 17h30, no Palácio das Soberanas, localizado na Casa de Cultura Cloé Azambuja, dentro do Parque do Chimarrão. Este evento faz parte das celebrações dos 40 anos da Fenachim. O espaço cultural é utilizado ao longo do ano para atividades do Grupo Folclórico Essência da Tradição e foi nomeado em homenagem a Cloé, que faleceu em 2017.
Estabelecida pela associação, esta premiação visa destacar indivíduos que contribuíram significativamente para o desenvolvimento e fortalecimento da Fenachim. As homenageadas foram selecionadas através de indicações feitas pelas próprias soberanas e confirmadas por meio de uma votação entre as associadas.
As homenageadas
Beatriz Colombelli tem uma trajetória marcada pelo engajamento com a cultura local, o tradicionalismo e o desenvolvimento comunitário em Venâncio Aires. Natural de Santa Cruz do Sul e residente em Venâncio há mais de 50 anos, recebeu o título de Cidadã Venâncio-Airense em 2022. Sua conexão com a Fenachim remonta à primeira edição em 1985, quando foi convidada por líderes locais para ajudar na preparação das candidatas e na organização do evento.
No mesmo ano, Beatriz também foi responsável pela condução do cerimonial que escolheu as primeiras soberanas da festa ao lado de Walter Kuhn e fez parte da Comissão Social e de Divulgação. Em várias edições seguintes, continuou sua participação ativa na organização, apoiando candidatas e contribuindo para o crescimento da Fenachim.
Profissionalmente atuando como secretária executiva, ela se tornou uma referência nas áreas cultural e tradicionalista. Durante 22 anos, escreveu voluntariamente a coluna “Cultura Gaúcha” no jornal Folha do Mate, abordando temas relacionados ao tradicionalismo nos âmbitos local, regional e estadual. Atualmente, gerencia exposições no Museu de Venâncio Aires, preservando a memória e identidade do município.
Cloé Reis de Azambuja (in memoriam) destacou-se como uma importante figura cultural em Venâncio Aires. Nascida em Cerro Largo, ela se estabeleceu no município na década de 1970 e teve um papel significativo nas áreas educacional, cultural e comunitária. Desempenhou funções como delegada de Ensino e participou ativamente da criação e fortalecimento de várias iniciativas culturais locais, incluindo a Casa de Cultura.
Sua contribuição para a Fenachim foi notável nas primeiras edições, onde atuou na organização e desenvolvimento das programações culturais. Reconhecida por seu comprometimento com a comunidade local, Cloé deixou um legado que inspira até hoje. Embora tenha falecido em 2017, sua história permanece viva na cultura venâncio-airense.
A premiação Mulheres Soberanas reafirma o compromisso da Associação das Soberanas em valorizar histórias pessoais e reconhecer trajetórias importantes que ajudam a preservar a essência da Fenachim. Neste ano emblemático que comemora quatro décadas da festa, essa homenagem ganha um significado ainda maior ao reconhecer mulheres que contribuíram ativamente para um dos eventos culturais mais relevantes do Estado.
A expectativa é que a cerimônia atraia soberanas de diversas gerações, autoridades locais e membros da comunidade para um momento emocionante que celebra o reconhecimento histórico local. Isso reafirma que a Fenachim é feita por pessoas cujas histórias continuam sendo celebradas ao longo do tempo.
O prêmio
A premiação Mulheres Soberanas serve para reafirmar o objetivo da Associação das Soberanas em valorizar narrativas individuais e reconhecer trajetórias significativas enquanto preserva a essência da Fenachim. Em um ano tão simbólico quanto este — que marca os 40 anos da festa — essa homenagem assume um significado ainda mais profundo ao destacar mulheres cuja dedicação ajudou a moldar um dos maiores eventos culturais do Rio Grande do Sul.
(Fonte: Associação das Soberanas da Fenachim)

