Skip to content
Cotidiano Gaucho
Cotidiano Gaucho
domingo 19 julho 2026
  • Shop
Cotidiano Gaucho
Cotidiano Gaucho
  • Home
  • Agronegócio
  • Brasil
  • esportes
  • Notícias
  • Politica
Novidades
março 18, 2026Câmara Municipal de Garibaldi aprova aumento de salário para funcionários abril 15, 2026Inter tem alternativas para duelo contra o Mirassol se lateral não se recuperar a tempo março 15, 2025Mandante de homicídio teria investido R$ 900 mil em filme sobre o PCC, aponta DHPP março 12, 2026Portal 007 Brasil aponta articulação para 2026 com João Campos, Álvaro Porto, Humberto Costa e Eduardo da Fonte fevereiro 1, 2025Carteira de Motorista Fica Mais Cara no Rio Grande do Sul a Partir de Sábado junho 24, 2026Atacante do Caxias apresenta dor muscular e passa por nova avaliação médica maio 20, 2026Empresas de Caxias embarcam em missão na Itália em busca de certificação para queijo colonial março 18, 2026Prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira troca de partido e lança candidatura a deputado federal pelo PL junho 17, 2026Caxias do Sul atualiza seu Plano Diretor nesta sexta-feira, 19 maio 27, 2026ExpoBento 34 traz arena para competições e concurso de cosplay no universo geek em Bento Gonçalves
  • Home
  • Agronegócio
  • Brasil
  • esportes
  • Notícias
  • Politica
Cotidiano Gaucho
Cotidiano Gaucho
Brasil
BrasilEducacao

71% dos brasileiros nunca foram incentivados a ler, aponta estudo

Cotidiano GauchoCotidiano Gauchomarço 11, 2025 4274 Minutes read0

Uma pesquisa recente revelou um dado preocupante sobre a leitura no Brasil: 71% da população afirmou nunca ter sido incentivada por ninguém a ler. O número faz parte do levantamento Retratos da Leitura no Brasil 2024, que evidencia um aumento significativo em relação aos 66% registrados em 2019, acendendo um alerta sobre a formação de leitores no país.

Mas o que isso significa na prática? Sem estímulos de pais, amigos, professores ou figuras públicas, o hábito da leitura – essencial para o desenvolvimento pessoal e social – perde força. No Brasil, onde apenas 48% da população se declara leitora, a falta de influência positiva pode ser uma das razões para o declínio no consumo de livros e no interesse pela literatura.

Tiago Pissolati, doutor em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina, analista institucional de Língua Portuguesa e Literatura da Rede Lius Agostinianos e professor de Literatura no Colégio Santo Agostinho – Nova Lima, afirma que o dado reflete um problema estrutural de incentivo cultural no Brasil. O professor explica que o ato de ler é frequentemente herdado pelo exemplo. “Leitores não nascem prontos. O hábito é formado pelo convívio com pessoas que valorizam a leitura, que mostram como os livros podem ser transformadores. Quando essa influência está ausente, a leitura perde espaço para outras atividades”, aponta.

Entre essas outras atividades, destaca-se o uso da internet. Segundo a pesquisa, 78% dos brasileiros ocupam o tempo livre navegando online, sendo que 71% dedicam-se a aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram. A leitura de livros, em contrapartida, tornou-se uma prática menos comum, sobretudo entre os jovens, que têm acesso massivo a conteúdos fragmentados e imediatos nas redes sociais.

Uma questão de prioridade

A falta de fomento ao hábito de ler não é apenas uma questão familiar ou escolar; ela reflete a prioridade dada à cultura na sociedade brasileira. O estudo mostra que muitos entrevistados reconhecem a importância de ler, mas não encontram motivação ou tempo para incorporar o hábito em suas rotinas. Isso evidencia uma lacuna que não está sendo preenchida nem pelo ambiente doméstico, nem pelas políticas públicas.

“A leitura não é só uma atividade prazerosa. Ela é uma ferramenta de formação crítica, de exercício da empatia e de compreensão do mundo. Sem estímulo, as pessoas deixam de se conectar com essas possibilidades”, afirma Pissolati. O especialista destaca o papel essencial das escolas nesse cenário, mas alerta: “Sozinhas, as instituições de ensino não conseguem reverter esse quadro. É necessário um esforço conjunto entre famílias, comunidades e o Estado.”

Caminhos para reverter o quadro

Apesar do cenário desafiador, há soluções possíveis. Pissolati acredita que recuperar o  “gosto pela leitura” passa por iniciativas que aproximem os livros da vida cotidiana das pessoas. Clubes de leitura, projetos literários nas escolas e eventos que celebram a literatura são caminhos para despertar o interesse e mostrar que os livros podem ser mais atraentes do que aparentam.

Além disso, programas de incentivo que envolvam diretamente as famílias são considerados fundamentais. “Estudos internacionais indicam que crianças que crescem em lares com livros ou que têm pais leitores são mais propensas a desenvolver hábitos de leitura ao longo da vida”, enfatiza o professor.

O especialista ressalta que a falta de estímulo à leitura vai muito além da redução do consumo de livros; ela afeta diretamente a capacidade crítica, a criatividade e o desempenho educacional da população. “Estudos mostram que leitores frequentes têm maior facilidade para interpretar textos, resolver problemas e se comunicar de forma eficaz – habilidades fundamentais no mercado de trabalho e na vida em sociedade.”

No entanto, o Brasil segue na contramão. “Com o aumento do número de brasileiros que nunca foram incentivados a ler, o país corre o risco de formar gerações menos preparadas para lidar com os desafios do mundo contemporâneo”, avalia.

No Colégio Santo Agostinho, Pissolati e sua equipe têm trabalhado para reverter este cenário. Após a pandemia, a escola adotou uma série de estratégias para incentivar a leitura. “Estipulamos que as leituras obrigatórias para os alunos sejam feitas com livros impressos, não aceitamos e-books ou leituras digitais para essas atividades”, conta o professor. Além disso, ele menciona que a escola adota uma abordagem integrada, envolvendo professores de diversas disciplinas na escolha de obras literárias, o que cria um ambiente mais rico para o desenvolvimento do hábito de ler.

Mas Pissolati também aponta que as dificuldades não são exclusivas dos alunos. “Nós, como educadores, também enfrentamos o desafio de manter o hábito da leitura. Vejo muitos colegas e até eu mesmo, que sou professor de Literatura, reconhecendo que não estamos mais lendo como antes. Isso é algo com que precisamos lidar com urgência”, confessa.

Pissolati enfatiza que não é tarde para reverter o cenário, mas é preciso agir agora. “Mais do que uma questão cultural, essa é uma responsabilidade coletiva, que envolve escolas, famílias, comunidades e políticas públicas” conclui.

Tags
comportamentoeducaçãoescolaleitura
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInEmailLink

Cotidiano Gaucho

Previous post Empresas de Osasco participam de evento sobre sucessão familiar no Uruguai
next post Investidor brasileiro de Bitcoin desde 2011 processa corretora por bloqueio de saques

Fique Conectado

InstagramFollow us
Notícias em Destaque
1

Ministério propõe novas estratégias para fortalecer o financiamento do SUS

maio 20, 2026
2

Instituição de Veranópolis se destaca no topo do ranking nacional de redação do Enem 2025

junho 24, 2026
3

ExpoBento 34 traz arena para competições e concurso de cosplay no universo geek em Bento Gonçalves

maio 27, 2026
4

Jovem de Farroupilha conquista seu segundo título na Copa Danketsu de karatê

março 18, 2026
5

Caxias do Sul recebe Festival de Inovação com presença global e estudantes em abril

abril 8, 2026
Novidades
1

Riscos em Compensações Tributárias: Atenção Redobrada com Créditos de Terceiros Sem Amparo Legal

julho 15, 2026
2

Rio Grande do Sul destina R$ 44 milhões para impulsionar a viticultura local

junho 10, 2026
3

Serra Gaúcha se prepara para a Copa do Mundo 2026 com normas da FIFA para exibição dos jogos em estabelecimentos

junho 10, 2026
4

Primeira Audiência do Caso Rai: Justiça Militar Julga PMs por Agredir Torcedores no RS

abril 10, 2024
5

‘Novinho do Tinder’: Estelionatário Conquista e Engana 37 Mulheres Usando Aplicativos de Relacionamento

outubro 2, 2024
Novidades

Cies celebra 17 anos em Venâncio com mais de 100 mil atendimentos realizados

maio 6, 2026

Trabalho de conservação em drenagem afeta ruas no coração de Caxias do Sul

junho 10, 2026

Inscrições para a Corrida do 43º BPM se aproximam do encerramento em Bento Gonçalves

junho 3, 2026

Vale Verde lança ‘Mulheres Fortes’: uma iniciativa para apoiar as cuidadoras

maio 20, 2026
Confira

Pesquisa

Cotidiano Gaucho © 2025.