Na noite de terça-feira (13), um menino de 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi encontrado sozinho dentro de uma casa em Tramandaí, situada no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A Guarda Municipal foi acionada após um alerta do Conselho Tutelar e constatou que o local apresentava condições de higiene bastante precárias.
O incidente ocorreu na Rua Geraldo Santana, no bairro São Francisco 1. Ao chegarem ao local, os membros da Guarda Municipal foram informados por vizinhos que a criança frequentemente ficava sozinha na residência. Enquanto estavam no imóvel, os agentes ouviram gritos do menino, que demonstrava agitação.
Um dos guardas contornou a casa e encontrou uma abertura nos fundos. Através dessa passagem, conseguiu se comunicar com a criança e tentou acalmá-la. Com a chegada das conselheiras tutelares, as equipes decidiram forçar a entrada pela porta para acessar a residência e prestar os cuidados necessários.
Condições insalubres na residência
Ao entrarem no imóvel, os agentes se depararam com roupas espalhadas por todo o ambiente e um forte cheiro de fezes. Além disso, caixas de medicamentos estavam jogadas pelo chão, sendo identificadas como Atensina.
Durante a inspeção, as equipes encontraram cartões do Sistema Único de Saúde (SUS) e duas certidões de nascimento: uma pertencente ao menino resgatado e outra ao seu irmão mais novo, que tem 2 anos.
Até o final da operação no local, não foi possível localizar a mãe ou a segunda criança.
Encaminhamento para abrigo e atendimento médico
Após o resgate, o menino foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por avaliação médica. Os profissionais identificaram hiperemia, caracterizada pela vermelhidão da pele, além de escoriações superficiais na região do nariz, ao redor da boca e na parte posterior da mão direita.
Após receber os cuidados médicos necessários, a criança foi encaminhada para a Casa de Acolhimento Lar Renascer, onde ficou sob proteção do sistema de acolhimento.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia local. As informações disponíveis não indicam se houve posteriormente localização da mãe ou do irmão nem se alguma investigação foi iniciada para apurar responsabilidades sobre a situação encontrada.

