Na manhã da última sexta-feira (27), o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital e retornou para sua residência em Brasília, onde inicia um período de prisão domiciliar temporária. Ele estava internado no Hospital DF Star desde o dia 13 de março, devido a um quadro de pneumonia bacteriana.
A autorização para a prisão domiciliar foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), com um prazo estipulado de 90 dias. Conforme a decisão, Bolsonaro deve ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica, e a continuidade dessa medida será reavaliada ao final desse período.
Alta ocorreu após duas semanas de internação
Informações do hospital revelam que Bolsonaro foi internado após apresentar sintomas graves no prédio do 9º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. Entre os sinais estavam febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele foi socorrido por uma equipe do Samu.
A alta médica foi formalizada por um boletim assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges. Durante sua internação, Bolsonaro precisou ser transferido para a UTI antes de voltar ao quarto e receber alta.
Ex-presidente cumpria pena antes da internação
No período anterior à sua internação, Bolsonaro estava cumprindo uma pena de 27 anos e 3 meses, decorrente da ação penal relacionada à tentativa de golpe, em uma área conhecida como Papudinha, dentro do complexo penitenciário da Papuda. Com a liberação hospitalar, ele deixou a unidade prisional e agora cumpre sua pena em casa, conforme a autorização do STF.
A determinação judicial também estabelece que agentes da Polícia Militar do Distrito Federal serão responsáveis pela segurança da residência, visando prevenir qualquer tentativa de fuga.
