Nesta quarta-feira (17), um requerimento foi protocolado na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul solicitando a abertura de um processo ético-disciplinar contra o vereador Hiago Morandi, do partido Novo. O pedido busca que a Comissão de Ética Parlamentar investigue a conduta do político em virtude de denúncias surgidas em torno de um vídeo que vem circulando nas redes sociais desde o último final de semana.
O requerimento foi apresentado por um eleitor e endereçado ao presidente da Comissão de Ética, vereador Pedro Rodrigues. No documento, o autor propõe a instauração de um processo administrativo-disciplinar contra Morandi, alegando violação às normas contidas no Código de Ética da Câmara Municipal.
Entre as possíveis sanções sugeridas pelo requerente estão a suspensão do mandato por pelo menos 30 dias ou, alternativamente, a aplicação de uma censura por escrito.
Motivação do pedido está ligada a vídeo nas redes sociais
O protocolo menciona o vídeo que ganhou destaque nos últimos dias e que gerou diversas acusações contra o vereador.
No requerimento, o autor argumenta que as imagens mostram uma interação agressiva com um indivíduo em situação vulnerável, afirmando que os acontecimentos, se confirmados, poderiam configurar uma quebra de decoro parlamentar. Para fundamentar seu pedido, ele cita reportagens da mídia e reproduz trechos relevantes do Código de Ética da Câmara Municipal.
Além disso, o documento solicita que todo o processo ocorra sob sigilo e pede que Morandi seja notificado para apresentar sua defesa preliminar antes que a Comissão de Ética analise o mérito da questão.
Próximos passos
A documentação foi oficialmente registrada na Câmara Municipal na tarde desta quarta-feira (17).
A responsabilidade pela análise inicial da admissibilidade do pedido cabe à Comissão de Ética, que decidirá se há elementos suficientes para dar início a um procedimento disciplinar.
Até o presente momento, não houve qualquer decisão por parte da Câmara sobre a instauração do processo ou aplicação de sanções ao vereador.
Caso envolve diferentes versões
A controvérsia teve início com a divulgação de um vídeo capturado por câmeras de vigilância, relacionado a uma suposta agressão ocorrida em julho de 2025.
Recentemente, Leonardo Endres, ex-assessor do vereador, afirmou ter presenciado o incidente e indicou a participação de Morandi na suposta agressão.
Por outro lado, a defesa do vereador já declarou que ele não aparece nas imagens e argumenta que estas não permitem identificar claramente os indivíduos envolvidos. Em declarações anteriores, Hiago Morandi negou ter agredido qualquer pessoa em situação vulnerável e alegou ser alvo de perseguição política.
No último sábado (13), uma decisão judicial provisória ordenou a remoção de uma postagem que associava Morandi ao episódio. Após analisar as imagens, o juiz concluiu que elas não possuíam qualidade suficiente para confirmar se o vereador era uma das pessoas registradas na gravação. A decisão não abordou as acusações em si.
A reportagem tentou entrar em contato com Hiago Morandi e seu chefe de gabinete para comentar sobre o protocolo enviado à Comissão de Ética, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece disponível para comentários.

