Na última sexta-feira, 31, a Cooperativa Santa Clara promoveu um evento na Associação dos Funcionários da Cooperativa Santa Clara (ASCLA), localizada em Carlos Barbosa. O encontro teve como foco a premiação de produtores rurais, dirigentes e colaboradores que se destacaram na qualidade da produção leiteira no último ano. A cerimônia celebrou o 3º Concurso de Qualidade do Leite e o 2º Torneio Leiteiro, iniciativas criadas para estimular a busca pela excelência, valorizar o trabalho nas propriedades e fortalecer uma cadeia produtiva que se inicia no campo e chega à mesa do consumidor.
Atualmente, a Santa Clara processa mais de 1 milhão de litros de leite diariamente em suas três unidades industriais, com captação realizada em 166 municípios no Rio Grande do Sul. A cooperativa realiza cerca de 10 mil análises diárias para garantir a qualidade do produto.
Qualidade do leite: um esforço coletivo
Mais do que reconhecer os produtores com os melhores desempenhos, o evento enfatizou um princípio fundamental na trajetória da cooperativa: a qualidade do leite é resultado do trabalho diário nas propriedades e depende do comprometimento de milhares de famílias associadas. Para a gestão da Santa Clara, essa homenagem simboliza o esforço contínuo dos produtores em manter altos padrões sanitários e produtivos, impactando diretamente na qualidade dos produtos finais.
O presidente da Cooperativa, Gelsi Belmiro Thums, ressaltou que a premiação é uma forma de expressar gratidão aos associados pelo seu empenho ao longo do ano e reconhecer o papel crucial que desempenham na construção da marca. “A representatividade é imensa. É gratificante para uma cooperativa como a Santa Clara, com uma longa história dedicada à qualidade, agradecer e premiar aqueles que se destacaram durante todo o ano. Não se trata apenas de um dia ou mês, mas sim de um ano inteiro focado na qualidade do leite”, afirmou.
Thums comentou que, apesar de apenas alguns produtores serem premiados, as diferenças entre eles são mínimas devido ao alto padrão de qualidade alcançado por todos. “Os vencedores foram escolhidos por detalhes sutis; atualmente, todos os nossos produtores têm excelente qualidade e merecem reconhecimento. A Santa Clara recebe prêmios em todo o Estado, mas tudo começa na propriedade rural. Reconhecer esses produtores é essencial para nossa atividade leiteira”, destacou.
A excelência da matéria-prima não se deve apenas ao esforço individual dos produtores. O presidente enfatizou que o modelo cooperativista proporciona assistência técnica contínua, vital para lidar com os desafios enfrentados pela atividade leiteira, especialmente em face das mudanças climáticas recentes. “As adversidades climáticas são imprevisíveis hoje em dia. O clima mudou muito e a cooperativa conta com uma equipe técnica composta por nutricionistas, zootecnistas, veterinários e agrônomos prontos para oferecer suporte aos produtores”, explicou.
Suporte técnico e modelo cooperativista
Segundo Thums, esse acompanhamento permanente assegura que os associados preservem altos índices de produtividade e qualidade mesmo diante das dificuldades enfrentadas no campo. “É esse suporte que nos diferencia em termos de qualidade e produtividade. Uma cooperativa é distinta de uma empresa voltada unicamente para o lucro. Nós recebemos o produto do produtor, industrializamos e comercializamos da melhor maneira possível; os resultados retornam aos próprios associados”, afirmou.
Concurso de Qualidade do Leite: critérios e benefícios
A busca pela excelência foi igualmente ressaltada pelo diretor industrial do setor lácteo da Cooperativa Santa Clara, João Seibel. Ele explicou que o concurso reflete um trabalho desenvolvido ao longo dos anos e representa uma cultura de melhoria contínua presente em todas as etapas da cadeia produtiva. “Como nossos produtores são também os proprietários da cooperativa e fornecem a matéria-prima para nossas indústrias, temos sempre uma grande preocupação com a qualidade. Isso é essencial para produzir alimentos com alto valor agregado e entregar produtos excepcionais aos consumidores”, reforçou.
Seibel detalhou que essa preocupação permeia toda a cadeia produtiva, desde as propriedades até o processamento industrial. “Essa atenção tem sido constante na cooperativa; começa no produtor, passa pelos transportadores até chegar à indústria. Nosso objetivo é melhorar continuamente e temos conseguido elevar ainda mais a qualidade da matéria-prima recebida anualmente”, explicou.
O diretor também elucidou sobre como funciona o Concurso de Qualidade do Leite. Ao contrário de uma avaliação pontual, esta premiação considera o desempenho dos produtores durante todo o ano por meio de análises laboratoriais oficiais realizadas periodicamente em um laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura que não pertence à cooperativa. “O concurso premia aqueles que obtêm as melhores médias de qualidade durante todo o ano”, explicou Seibel.
São avaliados indicadores cruciais para medir a qualidade da matéria-prima como Contagem Bacteriana Total (CBT), Contagem de Células Somáticas (CCS), além dos níveis de gordura, proteína e sólidos presentes no leite. “Esses indicadores permitem identificar quais produtores apresentaram os melhores resultados ao longo do período analisado; não se trata apenas de um momento isolado, mas sim da manutenção constante de altos padrões durante todo o ano”, afirmou.
Seibel concluiu afirmando que incentivar a melhoria contínua beneficia toda a cadeia produtiva; quanto maior for a qualidade do leite recebido pela indústria, maior será o potencial para desenvolver produtos alimentícios superiores agregando valor à marca Santa Clara no mercado. “O leite é um alimento nobre; dele derivamos queijos, requeijão, nata entre outros produtos que chegam diariamente às mesas das famílias. Quanto melhor for a matéria-prima recebida, melhor será o resultado final para os consumidores.”
Além dos benefícios diretos à indústria e consumidores finais, Seibel destacou que valorizar a qualidade também reconhece diariamente os esforços dos produtores em assegurar o bem-estar animal e proporcionar uma produção segura. “Nosso foco sempre foi incluir os produtores nesse processo para garantir que eles entendam que tudo começa na propriedade rural; assim conseguimos crescer juntos remunerando adequadamente quem trabalha incansavelmente cuidando dos animais nas mais diversas condições climáticas”, concluiu.
Cooperativismo e futuro
Atualmente, cerca de 4.800 associados fazem parte da Cooperativa Santa Clara; aproximadamente 2.400 dessas famílias estão diretamente envolvidas na produção leiteira. A cooperativa conta ainda com quase 3 mil colaboradores ativos realizando captações em mais de 160 municípios gaúchos consolidando-se como uma das principais entidades do setor lácteo no estado.
Ao encerrar as festividades da cerimônia, Gelsi Belmiro Thums enfatizou que o cooperativismo transcende questões econômicas; representa um modelo baseado na união entre pessoas compartilhando objetivos comuns. Para ele, reconhecer os produtores reforça a importância em valorizar aqueles que estão diariamente no campo garantindo a produção alimentar necessária. “A Santa Clara é como uma grande família composta por 4.800 associados; são 2.400 famílias dedicadas à produção leiteira com quase 3 mil colaboradores envolvidos nesse processo coletivo. É justo reconhecer não apenas os melhores colocados mas também cada produtor desde aquele menos favorecido até os maiores porque todos contribuem nessa construção”, relatou.
O presidente também deixou uma mensagem voltada à comunidade sobre olhar para as oportunidades trazidas pelo espírito coletivo inerente ao cooperativismo: “Estamos vivendo tempos onde muitos estão imersos nas redes sociais esquecendo-se das inúmeras coisas boas ao nosso redor; cada novo dia traz consigo novas oportunidades. O cooperativismo representa isso: somos uma grande família crescendo junta enfrentando desafios coletivamente enquanto construímos um futuro melhor para todos”, encerrou.
Completando 115 anos de sua história recentemente, a Cooperativa Santa Clara reafirma sua estratégia através deste concurso e torneio leiteiro incentivando melhorias constantes nas produções fortalecendo parcerias com associados garantindo assim que a excelência da matéria-prima proveniente do campo continue sendo seu principal diferencial nos alimentos ofertados diariamente aos consumidores.
O Concurso Qualidade do Leite distingue os cinco melhores classificados nas macrorregiões compreendendo Carlos Barbosa, Veranópolis, Paraí, Getúlio Vargas, Tapera e Paim Filho avaliando indicadores higiênicos e sanitários entre junho de 2025 até junho de 2026; enquanto isso o Torneio Leiteiro destaca as vacas com maior produtividade obtida diretamente nas rotinas diárias das fazendas durante as ordenhas.
