Flávio Bolsonaro, senador e ex-candidato à Presidência da República, revelou nesta segunda-feira (25) que recebeu uma notificação da Polícia Federal (PF) para entregar seus passaportes, incluindo o diplomático, em um prazo de 24 horas. Ele afirmou que essa medida o impede de deixar o Brasil. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o político contou que foi intimado pela manhã, logo após visitar seu pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
A ordem foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto de uma investigação sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro que envolvem Flávio e o advogado Willer Tomaz. Além disso, a decisão proíbe o senador de se comunicar com o advogado mencionado.
Motivação da decisão foi declaração de Eduardo Bolsonaro
Flávio esclareceu que a intimação de Moraes se fundamentou em uma afirmação feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, em 23 de outubro. Naquela ocasião, Eduardo teria sugerido que Flávio deveria sair do país caso não obtivesse sucesso nas eleições.
O senador destacou que a determinação ocorreu na noite do último domingo (25). Ele confirmou que irá entregar os passaportes, mas negou qualquer plano de abandonar o Brasil.
Senador divulga ações contra chapa eleita
Em sua gravação, Flávio Bolsonaro anunciou que está preparando um pedido para a abertura de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), com base em alegações de abuso de poder econômico, visando a cassação da chapa presidencial vencedora.
Além disso, ele expressou sua intenção de assumir a liderança da oposição ao governo Lula. Segundo Flávio, essa estratégia será desenvolvida em colaboração com deputados e senadores recém-eleitos.
“Vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar nossa estratégia e transformar a Câmara e o Senado em nossa fortaleza contra os perigos que estão prestes a ocorrer com mais quatro anos sob Lula”, afirmou.
