O Estado do Rio Grande do Sul iniciou a colheita de azeitonas com a expectativa de alcançar uma produção recorde em 2026. Estima-se que a produção atinja 800 mil litros de azeite, reforçando sua posição como líder nacional no setor.
A cerimônia de abertura ocorreu na última sexta-feira (17), em Triunfo, e contou com a presença de produtores, autoridades locais e representantes da indústria.
Crescimento da produção e liderança consolidada
No momento, o Rio Grande do Sul possui cerca de 6,5 mil hectares dedicados ao cultivo, com aproximadamente 350 produtores espalhados por mais de 100 municípios.
A olivicultura está predominantemente situada na Metade Sul do Estado, destacando-se cidades como Encruzilhada do Sul, Canguçu, Bagé e Santana do Livramento, que têm aumentado sua participação no mercado de azeites finos.
Setor se fortalece como estratégia para o desenvolvimento econômico
<pDurante o evento inaugural, o governador Eduardo Leite enfatizou a importância estratégica da cadeia produtiva da oliva.
“Estamos desenvolvendo uma política que transforma potencial em valor, unindo produção, ciência e mercado para posicionar o Rio Grande do Sul de maneira competitiva. A cadeia produtiva da oliva é responsável por gerar renda, atrair investimentos e criar novas oportunidades, especialmente no turismo”, declarou.
O vice-governador Gabriel Souza também destacou programas de apoio ao setor, como o Pró-Oliva e a Rota das Oliveiras, que liga a produção ao turismo local.
Qualidade e inovação como motores do crescimento
De acordo com especialistas da área, o elevado padrão do azeite produzido no Rio Grande do Sul se deve a práticas como:
- colheita das azeitonas ainda em seu estágio precoce;
- processamento realizado em menos de 24 horas;
- rigoroso controle dos níveis de acidez.
Tais aspectos asseguram um produto com as características do azeite extravirgem e elevam sua competitividade no mercado nacional.
Novo centro de pesquisa promete fortalecer o setor
No evento de abertura da colheita, foi assinado um protocolo para estabelecer um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura.
Este projeto visa integrar universidades, governo e setor produtivo para promover geração de conhecimento, transferência tecnológica, capacitação profissional e incentivo à produção sustentável.
Mercado continua a se expandir
A olivicultura está alinhada ao aumento do consumo de azeite no Brasil, que pode alcançar até 1 milhão de litros até 2026.
Dessa forma, o Estado busca expandir seus mercados e firmar o setor como um dos principais impulsionadores do desenvolvimento econômico regional.

