Nesta manhã de segunda-feira (29), o Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias e região promoveu uma assembleia geral em frente à fábrica Marcopolo, localizada em Caxias do Sul. Este evento faz parte das ações de mobilização relacionadas à campanha salarial da categoria, com os trabalhadores se posicionando do lado externo da empresa.
Na semana anterior, a mobilização ocorreu nas imediações da Frasle, e a assembleia está inserida no contexto das negociações sobre o dissídio da categoria.
Os metalúrgicos apresentaram diversas demandas, incluindo um reajuste salarial que garanta um aumento real, elevação do piso salarial e a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição nos vencimentos.
Paulo Andrade, presidente em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos, utilizou a assembleia para expressar sua insatisfação em relação à proposta dos empresários, que sugere um aumento real de apenas 0,58%, além da correção pela inflação. Ele ressaltou a importância de manter a mobilização para garantir melhores condições laborais e uma valorização adequada dos salários.
“Participamos da terceira rodada de negociações com o Simecs e a oferta foi de apenas 0,58%. É isso que nós, trabalhadores, merecemos? Nossa contribuição para a geração de riqueza na região é muito maior do que isso,” declarou o dirigente.
<pAlém disso, Assis Melo, presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos, também criticou a presença de câmeras de monitoramento nas linhas de produção durante o encontro. Os trabalhadores argumentam que esses dispositivos constituem uma forma inadequada de vigilância sobre suas atividades.
A manifestação está provocando lentidão e congestionamentos na BR-116 nas proximidades da fábrica. A Brigada Militar está presente para monitorar o ato.

