Um juiz da 3ª Vara Criminal de Caxias do Sul, Rudolf Carlos Reitz, proferiu a condenação de três homens pelos crimes de extorsão e tortura cometidos contra uma pessoa em maio de 2025. A sentença foi divulgada no dia 1º de outubro.
Nedir Camargo dos Santos recebeu uma pena de 16 anos e oito meses de prisão. Alisson Ferreira da Silva foi condenado a 12 anos, enquanto Jessé Pedroso enfrentou uma sentença de 13 anos e três meses. Todos os réus deverão cumprir suas penas inicialmente em regime fechado.
A decisão judicial atribuiu a Nedir a responsabilidade pelas agressões físicas, enquanto Alisson participou da abordagem e condução da vítima, além de ter registrado as cenas de violência em vídeo. Por sua vez, Jessé foi identificado como o mentor da ação. Um quarto envolvido no caso foi considerado inocente devido à falta de provas.
Além das penas privativas de liberdade, o juiz estipulou que os condenados devem pagar uma indenização mínima de R$ 50 mil à vítima, valor que deverá ser suportado solidariamente entre eles.
Entenda o caso
Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público, os crimes ocorreram no dia 15 de maio de 2025, durante uma cobrança relacionada a dívidas com agiotas. Nedir e Alisson teriam forçado a vítima a entrar em um carro, sendo posteriormente levada para um local isolado onde teve as mãos amarradas.
O relato da denúncia indica que Nedir usou uma arma de fogo, um taco de beisebol e um aparelho de choque para maltratar a vítima. Alisson teria assistido às agressões e gravado as ações em vídeo, que foram encontrados posteriormente no celular de Nedir.
A investigação indicou que Jessé era o responsável por ordenar a execução do crime. Mensagens trocadas entre os réus apresentaram evidências da participação ativa de Alisson e a conexão de Jessé com o delito, conforme analisado na sentença.
Durante o julgamento, a vítima relatou ter sofrido golpes e choques elétricos e chegou a perder a consciência. Em decorrência das agressões, necessitou passar por atendimento médico e recebeu cerca de 20 pontos na cabeça, além de ficar aproximadamente 20 dias sem poder trabalhar.
Ainda há possibilidade de recurso contra essa decisão.
