A Seapi, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, anunciou o fim do surto de gripe aviária em Selbach, localizado na região do Alto Jacuí, no Rio Grande do Sul. Esse desfecho foi confirmado após a finalização, na última quarta-feira (7), de inspeções em 70 propriedades rurais situadas num raio de três quilômetros da área onde a doença foi detectada. Durante as vistorias, nenhuma nova suspeita de contaminação foi encontrada.
O surto de influenza aviária altamente patogênica foi oficializado na segunda-feira (5) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP). A infecção afetou aves criadas para subsistência e consumo familiar em uma propriedade da cidade.
Inspeções não revelaram novas contaminações
Para inspecionar as áreas adjacentes ao foco da doença, o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) mobilizou cinco equipes. Os profissionais realizaram avaliações das condições de saúde das aves e ofereceram orientações sobre práticas sanitárias.
As ações implementadas incluíram a eliminação das aves na propriedade afetada, desinfecção do local e rastreamento para identificar possíveis novos casos.
Entre as propriedades inspecionadas estava uma granja comercial. As equipes não encontraram evidências clínicas que indicassem a presença da doença nas localidades visitadas.
Conforme declarou Rosane Collares, diretora do DDA, os resultados obtidos possibilitaram o encerramento das operações emergenciais de contenção.
Continuidade da vigilância sanitária na região
Embora o surto tenha sido declarado encerrado, a Seapi continuará com o monitoramento através das equipes veterinárias locais. As atividades incluirão visitas regulares e um reforço na vigilância em granjas comerciais.
O secretário estadual da Agricultura, Márcio Madalena, enfatizou a agilidade na resposta sanitária. Ele afirmou que essa eficácia é resultado da experiência adquirida desde 2023, quando ocorreu o primeiro registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul, especificamente na Reserva do Taim.
A secretaria destaca que a vigilância sanitária é crucial para prevenir a propagação da doença e proteger a produção avícola no Estado.

