O engenheiro civil Marcus Vinicius Caberlon deixou a posição de titular da Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas (Seplan) de Caxias do Sul. A prefeitura confirmou a mudança nesta sexta-feira, 22. Com essa saída, Antônio Feldmann assume temporariamente a pasta até que o prefeito Adiló Didomenico nomeie um novo secretário.
A decisão de Caberlon foi comunicada como uma escolha pessoal e começou a ser considerada no final de março, após uma proposta para retornar a Porto Alegre, cidade onde atuava antes de assumir a Seplan. O ex-secretário ressaltou que esse retorno já vinha sendo analisado nas últimas semanas e que o prefeito estava ciente da situação.
“Eu percebi que era necessário me desligar do governo aqui e resolver minhas questões, se voltarei ou não a Porto Alegre. É uma reflexão pessoal”, afirmou.
Caberlon tomou posse na Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas no dia 31 de janeiro de 2025, após cumprir o período necessário para se desvincular da administração de Porto Alegre.
Antes de sua atuação em Caxias do Sul, ele trabalhou na prefeitura da capital gaúcha desde a primeira gestão do prefeito Sebastião Melo (MDB), onde foi responsável pela execução de diversos projetos e obras. Em sua trajetória no município, Caberlon ocupou o cargo de diretor da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) entre 1978 e 1980 e, posteriormente, foi diretor-presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) entre 2005 e 2012, período em que liderou a construção da Barragem Marrecas.
Condenação por improbidade administrativa em relação ao Samae
Caberlon foi alvo de uma condenação pela Justiça de Caxias do Sul por improbidade administrativa relacionada à contratação sem licitação da empresa STE Serviços Técnicos de Engenharia S.A. para desenvolver projetos do Sistema Marrecas em 2008, durante sua presidência no Samae. A decisão judicial, proferida pela juíza Maria Cristina Rech em outubro de 2025, indicou infrações aos princípios da legalidade e moralidade administrativas.
Dentre as sanções impostas estão a perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por um período de três anos. Caberlon declarou que a sentença não reconheceu dolo ou prejuízo aos cofres públicos e manifestou sua intenção de recorrer da decisão.
