A Câmara de Vereadores de Farroupilha, sob a liderança do presidente Davi de Almeida (PP), emitiu uma nota em relação à prisão do vereador Maurício Bellaver (PL). A prisão ocorreu na manhã desta quarta-feira (1º) sob a suspeita de violência doméstica envolvendo o parlamentar.
Na declaração, a Câmara “lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com todos os envolvidos”.
Segundo o comunicado, a instituição continuará acompanhando o caso juntamente com as autoridades competentes e se manterá disponível para colaborar com a Justiça conforme necessário.
O presidente do PL em Farroupilha, Fabiano Feltrin,, foi contatado pela reportagem. Até o momento desta publicação, ele ainda não retornou o contato.
Relembre o caso
A Polícia Civil (PC) executou nesta manhã a prisão preventiva de Maurício Bellaver, 40 anos, sob investigação por crimes relacionados a violência doméstica. A prisão foi solicitada pelo Ministério Público em coordenação com a PC.
O caso teve início em 13 de março de 2026, quando a vítima registrou um incidente no qual o investigado foi até a residência de familiares e quase atropelou o pai da comunicante com o carro. Em seguida, Bellaver teria saído do veículo, exibido uma arma de fogo e levado a filha do casal, uma criança de aproximadamente três anos, do local. De acordo com a vítima, a pistola havia sido recentemente adquirida pelo parlamentar e não estava registrada.
A Polícia Civil abriu um inquérito e solicitou medidas de proteção urgentes, autorizadas pelo Poder Judiciário, e o investigado foi devidamente notificado. Durante as investigações, um mandado de busca foi cumprido, mas nenhuma arma foi encontrada.
Apesar das decisões judiciais, a vítima registrou outra ocorrência em 30 de março de 2026, informando que Bellaver descumpriu as medidas, enviando mensagens, vídeos se autolesionando e danificando o veículo da vítima ao cortar os pneus. Além disso, uma ex-funcionária do investigado afirmou ter recebido ameaças e mensagens intimidatórias no mesmo contexto da investigação.
No momento do primeiro incidente, a Brigada Militar foi chamada para a possível prisão em flagrante, mas o suspeito não foi encontrado.
Com a prisão realizada, Maurício Bellaver foi encaminhado ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.
