
A confirmação de um caso de raiva herbívora em um bovino colocou produtores rurais e autoridades sanitárias em alerta em Vacaria e municípios da região. Como medida de prevenção, propriedades localizadas em um raio de até 25 quilômetros do foco devem intensificar a vacinação dos rebanhos.
A recomendação abrange especialmente áreas de Vacaria, Muitos Capões, Esmeralda e Bom Jesus. A doença é fatal para os animais e também pode ser transmitida aos seres humanos.
Transmissão ocorre principalmente por morcegos
A raiva herbívora tem como uma das principais formas de transmissão a mordida de morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue.
Por isso, os produtores devem ficar atentos à presença de possíveis lesões causadas pelos animais e comunicar imediatamente qualquer suspeita à Inspetoria Veterinária ou aos serviços municipais de defesa agropecuária.
Entre os sinais que podem indicar a doença em bovinos estão:
- alterações de comportamento;
- isolamento do animal;
- dificuldade para caminhar;
- salivação excessiva;
- paralisia;
- convulsões.
Diante de um animal com sinais suspeitos, a orientação é evitar qualquer contato direto e acionar os órgãos responsáveis.
Autoridades reforçam importância da vacinação
Além da vacinação dos rebanhos nas áreas próximas ao foco, os órgãos de defesa sanitária orientam a população rural a informar a existência de possíveis abrigos de morcegos hematófagos.
A identificação desses locais permite que equipes especializadas avaliem a situação e adotem medidas de controle previstas para reduzir o risco de novos casos.
A atuação conjunta de produtores, médicos-veterinários e serviços oficiais de defesa sanitária é considerada fundamental para conter a doença e proteger os rebanhos.
Alerta para produtores
A raiva é uma doença grave e, diante de suspeitas, a recomendação é não manipular o animal. A notificação rápida aos serviços de defesa agropecuária permite a adoção das medidas necessárias para investigação e controle do foco.
Ponto de checagem antes da publicação: o material enviado não identifica qual órgão confirmou oficialmente o caso, nem informa a localização exata da propriedade afetada ou a data da confirmação. Recomenda-se acrescentar a fonte oficial do alerta sanitário e, se disponível, o número ou documento da notificação.

