O vereador de Farroupilha, Maurício Bellaver (PL), se encontra sob suspeita de envolvimento em crimes relacionados à violência doméstica e ao descumprimento de medidas protetivas, e está afastado das funções legislativas até 9 de maio. O pedido de licença para tratamento de saúde foi protocolado na tarde da última segunda-feira (13), pouco antes da realização da sessão da câmara.
A defesa do vereador revelou que ele está internado devido a problemas psiquiátricos que enfrenta há mais de cinco anos. A internação foi recomendada por médicos e também determinada pela justiça, e ainda não há previsão para sua alta. Dado que o afastamento é inferior a 30 dias, a Câmara está avaliando a necessidade de convocar o suplente do Partido Liberal.
No dia 1º de abril, Bellaver foi detido pela Polícia Civil, mas teve sua liberdade restabelecida pelo Poder Judiciário em 9 de abril. Em comunicado à imprensa, o advogado Roque Severgnini comentou que julgamentos precipitados, sem uma análise minuciosa do caso, poderão ser considerados irresponsáveis.
A partir de agora, o advogado Vinícius Filipini assumirá a defesa de Bellaver no processo na Câmara, enquanto Severgnini se retira do caso por questões éticas.
Situação na Câmara
No âmbito legislativo, os vereadores de Farroupilha decidiram, de forma unânime, criar uma Comissão de Ética para investigar uma possível quebra de decoro parlamentar por parte de Bellaver. A iniciativa partiu da vereadora Fran Bonaci (PDT), e a presidência da comissão ficará sob responsabilidade do vereador Calebe Coelho (PP).
A legislação vigente estabelece que as investigações devem ser concluídas até agosto, assegurando ao acusado o direito à ampla defesa durante todo o processo.
Além disso, existe a possibilidade de que o vereador opte por renunciar ao cargo a qualquer momento, embora ainda não haja sinais concretos que indiquem essa decisão.

