Com a previsão de um fenômeno El Niño mais forte em 2026, os agricultores de Farroupilha já estão implementando medidas para minimizar possíveis danos em suas lavouras. Entre as ações adotadas, destacam-se a contratação de seguros agrícolas, adesão a políticas públicas e iniciativas preventivas nas propriedades.
A inquietação dos agricultores se fundamenta nas previsões climáticas para este ano. Os modelos climáticos indicam uma maior probabilidade de formação do El Niño, com uma tendência de intensificação acentuada principalmente no segundo semestre. Para o Sul do Brasil, as previsões apontam chuvas acima da média, além de um aumento na frequência de tempestades e um risco elevado de alagamentos e deslizamentos de terra.
No campo, esse cenário reflete ações concretas. Uma das práticas mais comuns entre os produtores é a contratação de seguros agrícolas, cuja cobertura é especialmente voltada para granizo, um fenômeno que ocorre frequentemente na região e pode causar perdas significativas em questão de minutos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Farroupilha (Sintrafar), Márcio Ferrari, a antecipação de medidas é crucial diante da possibilidade de condições climáticas adversas.
“As previsões não sugerem desmoronamentos ou perda significativa de solo, mas é impossível garantir que não ocorrerá nenhum deslizamento em determinadas áreas. Nas propriedades onde esses eventos já aconteceram, os agricultores têm trabalhado para minimizar esses riscos por meio da construção de curvas de nível e sistemas adequados para escoamento das águas pluviais”, destacou Ferrari.
Muitos produtores também têm buscado apoio do Proagro, um programa federal que atua como uma forma de seguro para aqueles que necessitam financiamento para o cultivo, seja ele referente a frutas, milho ou outras plantações. O programa oferece cobertura contra prejuízos decorrentes de condições climáticas adversas como granizo, geadas, chuvas excessivas, estiagem e secas prolongadas.
Diante do fenômeno El Niño, que tende a impactar diretamente a agricultura no Sul do Brasil, há um aumento significativo no risco de perdas e uma necessidade urgente de planejamento por parte dos produtores. A expectativa é que este ano seja repleto de desafios, onde estratégias preventivas e uma gestão eficaz serão essenciais para mitigar os danos.
