A feira traz uma ampla gama de plantas voltadas para alimentação animal, além de competições que avaliam a qualidade do mel e do hidromel. O evento também destaca o nascimento de bezerros e a presença de pequenos animais, que atraem a atenção do público como possíveis pets. Essas iniciativas evidenciam diferentes facetas da vida rural e conectam os visitantes a práticas de criação, manejo e produção.
Pastagens e alimentação animal
No que diz respeito às pastagens, a feira oferece alternativas de forragens tanto para o inverno quanto para o verão, visando melhorar a nutrição dos rebanhos e preservar o solo.
Os expositores estão apresentando variedades como trigo, cevada, triticale e diversas cultivares de aveia, além de uma coleção com oito tipos de Panicum, que são utilizadas para pastejo direto e têm produção superior no verão.
O objetivo da iniciativa é fornecer aos produtores opções que se encaixem nas características das diferentes propriedades, ajudando no planejamento da oferta alimentar durante todo o ano.
Doce premiação de mel e hidromel
O evento também conta com o Prêmio Mead, uma competição que avalia amostras de mel provenientes de diversas regiões e produtores. Essa disputa inclui desde apicultores caseiros até grandes indústrias, abrangendo quatro categorias: mel de abelhas sem ferrão, mel de abelhas com ferrão, uma mistura dos dois tipos e hidroméis especiais. Os jurados realizam a avaliação das amostras às cegas, sem informação sobre os produtores ou marcas.
Conforme explica Felipe Nogueira, presidente da Associação Sul-Brasileira de Produtores de Hidromel, os jurados levam em consideração critérios como aparência, aroma, sabor, textura na boca e impressão geral, além da identificação de eventuais defeitos na produção.
A premiação dos três primeiros colocados em cada categoria está programada para ocorrer na sexta-feira, dia 4, na Casa da Febrac localizada dentro do Parque Assis Brasil.
Nascimento de bezerros e minianimais
Os animais permanecem sendo um dos principais atrativos da feira enquanto os expositores mostram suas tecnologias e produtos agrícolas. Em um intervalo menor que 24 horas, dois bezerros nasceram no Parque Assis Brasil sob a supervisão de alunos e professores da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Uma vaca Santa Gertrudis da Fazenda União do Brasil em Buri, São Paulo, iniciou seu trabalho de parto por volta das 14h na segunda-feira, dia 31. A equipe médica levou o animal para uma área reservada próxima ao setor veterinário para realizar o parto.
Na madrugada seguinte, dia 1º, outra vaca Brangus deu à luz em uma cabanha localizada em Santo Antônio das Missões. Os estudantes presentes nomearam o bezerro recém-nascido como Xiru.
André Dalto, professor responsável pelo projeto da UFRGS na Expointer, afirmou que ambos os partos transcorrem sem complicações. Agora as equipes estão monitorando os bezerros recém-nascidos para garantir seus cuidados com a amamentação.
A UFRGS participa ativamente dos cuidados com os animais presentes na Expointer há 49 anos. Durante todo o evento, a Faculdade de Veterinária mantém um plantão contínuo em colaboração com a Secretaria da Agricultura. Estudantes supervisionados por professores e pós-graduandos realizam atendimentos no parque.
Pequenos encantos
Além dos grandes animais típicos da feira, também há um espaço dedicado aos menores. Coelhos e aves ornamentais atraem muitos visitantes no Pavilhão dos Pequenos Animais, onde podem conhecer diferentes raças e aprender sobre cuidados específicos.
Entre os expositores está Paulo Cesar Hahn, vindo de Dois Irmãos com 21 coelhos na feira; quatro deles são miniaturas. Segundo ele, esses coelhos pequenos atraem especialmente quem busca um animal doméstico. Os adultos pesam entre 700 e 800 gramas em média e podem viver confortavelmente em residências ou apartamentos se receberem os cuidados adequados.
Dentre as raças expostas estão Netherland, Nova Zelândia e Champagne d’Argent; algumas delas já conquistaram prêmios durante as competições do evento.
As aves ornamentais também têm despertado interesse como potenciais animais domésticos. Entre elas está a galinha Sedosa do Japão, famosa por sua docilidade e boas habilidades maternas.
Carla Lehugeur, médica veterinária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), observa um aumento na procura por aves ornamentais incluindo miniaturas como companhias. Ela ressalta que essas aves possuem necessidades biológicas distintas das encontradas em cães ou gatos.
Cuidados essenciais
As aves necessitam de uma dieta específica composta por ração adequada à espécie, água fresca disponível constantemente e espaço suficiente para se movimentar livremente. Além disso precisam ter ninhos apropriados e proteção contra predadores. Já os coelhos demandam ração específica além de feno à vontade; verduras e legumes devem ser oferecidos com moderação seguindo orientações adequadas.
O tema da biossegurança está igualmente presente nas orientações fornecidas durante a feira. O técnico agrícola Agnaldo Lopes da Inspetoria de Defesa Agropecuária da Seapi em Esteio recomenda que criadores mantenham suas aves em viveiros ou áreas cercadas para limitar o contato com aves silvestres ou migratórias. Essa medida é crucial para reduzir riscos relacionados à entrada de agentes patogênicos como a influenza aviária.
Com um enfoque nas práticas produtivas relacionadas ao manejo adequado dos rebanhos e à genética animal além das interações entre humanos e animais domésticos; a Expointer proporciona ao público uma visão rica sobre as diversas dimensões do ambiente rural. A programação não apenas inclui exposições tradicionais mas também oferece alternativas inovadoras focadas na produção sustentável e no cuidado com o solo durante todo o evento.
