Skip to content
Cotidiano Gaucho
Cotidiano Gaucho
segunda-feira 19 outubro 2026
  • Shop
Cotidiano Gaucho
Cotidiano Gaucho
  • Home
  • Agronegócio
  • Brasil
  • esportes
  • Notícias
  • Politica
Novidades
maio 13, 2026Delícias do Aipim: O Irresistível Bolinho Brasileiro dezembro 19, 2024Quadrilha usava jatinho para transportar dinheiro de emendas parlamentares abril 29, 2026PL busca reestruturação de débitos para agricultores gaúchos afetados por desastres naturais abril 2, 2026Mendonça Filho se filia ao PL e reforça posição de oposição ao PT outubro 22, 2024Ex-jogador do Palmeiras, Jorge Valdivia é preso por acusação de abuso sexual no Chile abril 29, 2026Problemas na sua Hidroponia? O segredo pode estar no temporizador! julho 29, 2026Caxias fica sem seu lateral-esquerdo na partida contra o Itabaiana abril 29, 2026Mudanças no Trânsito em Caxias do Sul Devido a Obras de Drenagem na Rua Olavo Bilac agosto 26, 2025A Atuação de um Detetive Particular em Casos de Checagem de Antecedentes Criminais março 18, 2026Caxias arrasa em jogo-treino com goleada de 10 a 0 sobre o Sindicato dos Atletas.
  • Home
  • Agronegócio
  • Brasil
  • esportes
  • Notícias
  • Politica
Cotidiano Gaucho
Cotidiano Gaucho
Coluna Márcia Bortolanza
Coluna Márcia Bortolanza

Agosto Lilás: há dores que ninguém vê, mas toda violência precisa ser reconhecida

RedacaoRedacaosetembro 3, 2026 613 Minutes read0

Violência psicológica pode se esconder em comportamentos de controle, humilhação e ameaça; reconhecer os sinais é fundamental para acolher e romper ciclos de abuso

Coluna de Marcia Bortolanza  

Escritora e Psicóloga

Agosto termina. O lilás deixa as campanhas, as fachadas e as publicações. Mas, para muitas mulheres, a violência não termina quando o calendário muda.

Ela continua dentro de casa, nas relações e, muitas vezes, escondida atrás de uma aparência de normalidade.

Quando pensamos em violência contra a mulher, ainda é comum imaginarmos hematomas, agressões físicas e marcas visíveis. Mas algumas das feridas mais profundas não aparecem no corpo.

Há mulheres que nunca receberam um tapa, mas são feridas todos os dias.

Por palavras que diminuem. Pelo controle disfarçado de cuidado. Pelo ciúme chamado de amor. Pela fiscalização do celular, das roupas, das amizades, do dinheiro. Pela ameaça, pela humilhação e pela frase repetida tantas vezes que, em algum momento, ela começa a acreditar: “Você não consegue sem mim”.

É assim que muitas formas de violência vão se instalando, devagar e silenciosamente.

Primeiro, ela deixa de encontrar uma amiga para evitar uma discussão. Depois, muda uma roupa. Para de dizer o que pensa. Evita determinados lugares. Aprende a medir palavras. Começa a pedir desculpas por coisas que não fez. Até que, sem perceber, passa a ocupar cada vez menos espaço dentro da própria vida.

Como psicóloga, considero fundamental falarmos sobre essas marcas invisíveis. A violência psicológica atinge justamente um dos lugares mais importantes do ser humano: a percepção de si mesmo.

Quando alguém é constantemente desqualificado, pode começar a duvidar da própria capacidade, das próprias escolhas e até daquilo que sente. E é justamente aí que precisamos substituir julgamento por acolhimento.

Ainda ouvimos: “Mas por que ela não vai embora?”.

Talvez essa seja a pergunta errada.

Quem observa de fora nem sempre conhece o medo que existe por dentro. Há dependência financeira ou emocional, filhos, ameaças, vergonha, isolamento e uma autoestima que pode ter sido destruída ao longo de anos.

Por isso, talvez devêssemos perguntar: “Como podemos ajudá-la a perceber que existe uma saída?”.

Precisamos falar sobre violência antes que ela se transforme em agressão física. Precisamos ensinar nossas meninas a reconhecer seu valor e nossos meninos a compreender que amar alguém nunca significará possuir alguém.

Amor não controla.

Amor não humilha.

Amor não ameaça.

Amor não provoca medo.

Uma relação saudável não exige que uma mulher abandone quem é para conseguir permanecer nela.

E essa reflexão não pertence somente às mulheres. Pertence aos homens, às famílias, às escolas, às empresas, às instituições e a todos nós. Combater a violência também significa não naturalizar comportamentos abusivos, não silenciar diante de uma situação evidente e saber acolher quem encontra coragem para pedir ajuda.

O Agosto Lilás termina, mas nossa responsabilidade não pode terminar com ele.

Que o lilás não seja apenas a cor de agosto. Que seja um lembrete permanente de respeito, dignidade e liberdade.

Porque talvez existam, muito perto de nós, mulheres sorrindo enquanto tentam esconder dores que ninguém vê.

Que saibamos enxergá-las.

Que saibamos ouvi-las.

E, principalmente, que nenhuma mulher precise esperar que a violência deixe marcas em seu corpo para entender que aquilo que machuca sua dignidade também precisa parar.

Nenhuma mulher nasceu para viver com medo. E nenhuma forma de amor deveria exigir silêncio para sobreviver.

Tags
abuso psicológicoacolhimentoAgosto Liláscombate à violênciadignidadedireitos das mulheresFeminicídioigualdadeMárcia BortolanzaMulheresprevençãopsicologiarelacionamentos abusivosrespeitosaúde mentalviolência contra a mulherViolência domésticaviolência psicológica
FacebookTwitterWhatsAppLinkedInEmailLink

Redacao

Previous post Propaganda em rotatórias e trevos de Bento Gonçalves é banida pela Justiça Eleitoral
next post Prisão de ex-secretário de Geraldo Julio acende alerta entre investigados da Operação Barriga de Aluguel

Fique Conectado

InstagramFollow us
Notícias em Destaque
1

Museu Municipal de Caxias do Sul interrompe atividades para reforma e aprimoramento da segurança

julho 8, 2026
2

Deslizamento de terra interrompe completamente a ERS-448 entre Farroupilha e Nova Roma do Sul

outubro 7, 2026
3

Atendimento do DACRA e Cartão SUS será limitado nesta sexta-feira (2) em Caxias do Sul

setembro 30, 2026
4

Moradores de Caxias do Sul chocados com brutal assassinato no Jardelino Ramos

março 18, 2026
5

Estudo revela cenário do envelhecimento em Venâncio Aires

abril 15, 2026
Novidades
1

Arroio do Sal se junta a cinco cidades brasileiras que realizarão eleição suplementar para a prefeitura

outubro 14, 2026
2

Justiça Determina Soltura de Empresários Envolvidos em Esquema de Desvio de Recursos Federais

dezembro 21, 2024
3

Flávio Bolsonaro desembarca no Nordeste para testar popularidade como pré-candidato à Presidência

março 10, 2026
4

Seleção brasileira divulga lista de convocados para amistosos antes do Mundial de 2026, sem Neymar

março 18, 2026
5

Influenciador Ruyter Poubel é investigado por golpe em apostas online

dezembro 29, 2024
Novidades

Polícia Federal detém dupla acusada de cometer abusos contra mulheres sob efeito de sedativos; um dos detidos é no Rio Grande do Sul

julho 29, 2026

Trânsito paralisado na Estrada Claudino Antônio da Costa devido a bloqueio em ponte, no interior de Caxias do Sul.

março 25, 2026

Gusttavo Lima: um ano de altos e baixos com prisão, polêmicas e retorno à TV

dezembro 29, 2024

Animal na pista causa colisão na ERS-122 em Caxias do Sul

maio 27, 2026
Confira

Pesquisa

Cotidiano Gaucho © 2025.